DÍVIDA ATIVA MUNICIPAL E O “PROTESTO” COMO “ALTERNATIVA EFICIENTE” AO “CUSTO” DA EXECUÇÃO FISCAL: UMA REFLEXÃO A PARTIR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Resumo
Trata de breve levantamento de dados feito a partir de questão havida no Estado do
Espírito Santo. Toma por base quatro realidades de execuções fiscais municipais daquele estado: a
cidade de Vitória; duas outras comarcas de pequeno porte — Piúma e Anchieta —; e ainda uma
comarca de médio porte, Cachoeiro de Itapemirim. A primeira cidade, capital do Estado, possui o
maior número de execuções fiscais do Poder Judiciário estadual; a duas comarcas de pequeno porte
são referidas usualmente pelo próprio Judiciário Estadual como sendo exemplos da crise da jurisdição
em decorrência do volume dos processos de execução fiscal municipal em cada uma; por fim, a última
cidade é utilizada como modelo de sucesso na cobrança da dívida, que já adotaria o sistema de
protesto de certidão de dívida ativa há mais de uma década, possibilitando arrecadação de 50% ou
mais das CDA’s enviadas a protesto, em prazo célere, e sem a judicialização da cobrança.
Ocorrem, todavia, algumas confusões que precisam ser esclarecidas quando a
análise econômica das execuções fiscais é realizada sem foco na realidade de alguns elementos
específicos. Exatamente o que a pesquisa busca esclarecer, ao menos em parte. Inicia a pesquisa com
dados das quatro comarcas acima referidas, além de inserir no discurso duas outras questões até o
momento relegadas ao silêncio: primeiro, o impacto da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a
jurisdição, notadamente os executivos fiscais; e segundo, a dívida ativa municipal não tem exclusiva
finalidade arrecadatória (possui muita finalidade extrafiscal).
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista de Direito Público da PGM-Londrina o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista.
- É permitida a reprodução de artigos em qualquer meio, desde que citada a fonte.