“CHUTA QUE É MACUMBA”: UMA ANÁLISE DO PANORAMA HISTÓRICO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO SOBRE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
Abstract
Por trás de uma expressão corriqueira no Brasil, “chuta que é
macumba”, existe a marca do retrato de uma sociedade ainda
preconceituosa, racista, desigual. Busca-se demonstrar, neste artigo, a
intolerância religiosa havida no Brasil sobre as religiões de matriz africana
em detrimento da proteção do direito de crença garantido na Constituição
Federal de 1988. O método utilizado neste artigo configura-se como pesquisa
exploratória, por meio de método histórico-comparativo, analisando a
jurisprudência constitucional desde a Constituição Imperial de 1824 até a
Constituição de 1988, utilizando-se da abordagem hipotético-dedutiva é a
comparação entre Jurisprudência Constitucional desde a Constituição
Imperial de 1824, passando pelas questões religiosas afro-brasileiras,
educacionais, culturais e históricas. Foi possível perceber que, embora haja a
previsão do direito de liberdade religiosa no Brasil em vários textos
constitucionais ao longo da história do Brasil, as religiões de matriz africana
ainda sofrem discriminação, que se manifestam das mais variadas formas,
especialmente, simbólica, como a presente na expressão que serve de título
para o presente artigo.
Published
Issue
Section
License
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista de Direito Público da PGM-Londrina o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista.
- É permitida a reprodução de artigos em qualquer meio, desde que citada a fonte.